Problemática

Problemática

A Escola Secundária de Emídio Navarro de Viseu é uma escola centenária com uma história imensa e um património de enorme valor. Ao longo dos anos a escola foi sofrendo várias intervenções e alterações físicas que a foram descaracterizando.
Os professores, funcionários e alunos que passaram pela escola há já alguns anos, conhecem uma escola bem diferente da que existe hoje.
Alguns professores e funcionários que saíram nos últimos anos da ESEN, ou que estão próximos de sair, já não se identificam com a escola atual.
Apesar de quem mais recentemente entrou na escola se identificar com a mesma, na sua grande maioria alunos, pouco ou nada conhece do seu passado e dificilmente consegue perceber o que foi a Escola Secundária de Emídio Navarro de Viseu!
A ESEN é passado, presente e futuro! Uma escola com a história e o passado que a nossa ESEN tem, merece um espaço que reúna as memórias e as vivências de todas as pessoas que por ela passaram, que sirva de elo de ligação entre mais de cinco gerações.
A ESEN possui um pouco de cada um de nós e cada um de nós levou um pouco da ESEN!
É importante vestir a camisola: EU SOU ESEN! NÓS SOMOS ESEN!

2 respostas a “Problemática

  1. Visitei a ESEN há pouco tempo em duas ocasiões distintas. Isto excluindo as visitas à sala de voto em dias de eleições. A minha ideia da ESEN vem dos anos 80. Na última vez na ESEN estive numa sala fantástica – julgo que fazia parte do espaço do antigo ginásio -, numa reunião do Concelho da Juventude de Viseu, em representação da Zunzum – AC. E na penúltima vez estive numa sala de aula à conversa sobre o trabalho da Amnistia Internacional e do seu Núcleo de Viseu. Em ambas as vezes olhei pelas janelas, fiz perguntas sobre as pessoas e o funcionamento da escola e “andei por ali” a ver o que pude. Não vi ruptura com o passado, mas sim evolução. Ouvi falar de rigor, disciplina e práticas pedagógicas. Ouvi falar de teatro e organização entre grupos de estudantes que se mobilizam. Apreciei ver que as salas têm um vidro para o corredor, o que torna tudo menos “escondido”, se bem que nada há ou havia a esconder. Sim, faz todo o sentido tratar da memória colectiva dos que por lá passam. Faz todo o sentido fazer rede entre estas diferentes gerações. Não para se beneficiar do dito capital social (que pode resultar no facilitar a uns o que se barra a outros), mas sim para se fazer uso da inteligência distribuída e assim estender ligações entre diversas gerações – que se querem em equipa e não paternalistas ou muletas. Já percebemos que vivemos um período de transição, que não é só geracional. Num lado da muralha está mais materialismo, e confusão ética, mas também muito conhecimento sobre o resultado das debilidades humanas. Do outro há uma nova conduta ética-moral associada a um pensamento mais holístico, mas também confusão sobre o “eu” e o que é “vencer”, ou ser célebre – faz falta o reforço na filosofia – mas não a que discute biografias, mas sim a que debate o pensamento e a sua construção. Juntar estes atores de várias gerações com testemunhos, conversas e outras ligações a criar é fazer uma trasfega de valor. Parabéns pela iniciativa. Que ela se materialize de mil e uma maneiras. Sugestão: se já não se faz, talvez haja boas surpresas ao se ouvirem as ideias dos alunos sobre como ir concretizando o espaço museológico e a solução de partilha de valor entre os ESEN’s.

    • Obrigado Carlos pelo teu comentário! Todas as sugestões e comentários são muito bem-vindos! Este é um projeto de TODOS que pretende envolver TODOS os que passaram por esta escola.

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Pode usar estas etiquetas HTML e atributos: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>